Dízimo: Como opção livre consciente e generosa

Tantas são as dúvidas, as especulações, a incredulidade quando falamos de Dízimo. Mas porque será que tudo isso acontece conosco, desde os primórdios? Certa vez me fiz esta pergunta e sem respostas coerentes e racionais, comecei a pesquisar sobre o assunto. Desde a antiguidade até os tempos atuais, essa é uma questão sempre debatida. Foi onde me apaixonei pelo tema e por tudo o que o dízimo compreende. Foram pesquisas, leituras e diversas conversas com hierarquias diferentes, desde leigos, formadores, padres, pessoas atuantes e também incrédulas no que diz respeito.

O primeiro ponto que muitos desconhecem é que o ‘dízimo’ surgiu antes mesmo do próprio cristianismo, em países como Egito e Grécia já cobravam tributos desde 1500 a.C. Os dízimos eram como doações, uma espécie de escambo. Qualquer coisa que pudesse ser revestida como dinheiro naquela época, como frutos, animais, água, etc…

Carlos Magno, Rei dos Francos, foi o responsável por expandir a prática logo chamando a atenção do governo e mais para frente à igreja permitiu tal ato mediante o compromisso dos reis de expandirem a fé cristã.

A Igreja Católica institucionalizou a cobrança somente em 585 no Concilio de Macon. Foi estabelecido a quantia de 10% das posses dos fiéis, meramente por que 10 é um número fácil de calcular e dividir. Jesus propriamente dito não gastou tempo e energia com este assunto, porém ciente das necessidades humanas e espirituais, usa a famosa frase: “Dai a Cesar o que é de César e a Deus o que é de Deus!”.

Mas o que é de Deus? Façamos um breve exame de consciência.

Um fato importante aconteceu em 28 de junho de 2005. O Papa Bento XVI extinguiu o termo “Dízimo” do quinto mandamento da Igreja. Antes, o mandamento da igreja era: “pagar dízimos conforme o costume”, e ficou: “atender às necessidades materiais da igreja, cada qual seguindo as próprias possibilidades”, texto republicado pela CNBB na mesma data.

Isso vem de encontro ao que São Paulo já pregava desde aquela época. O Novo Testamento não conhece o Dízimo. Ele conhece a partilha fraterna para que não haja necessitados na comunidade e para que o evangelho seja de fato anunciado. Simples assim, e pra que isso aconteça, existem as dimensões do dízimo já bem conhecidas em nosso meio.

“Trata-se de uma oferta que, por sua natureza, deve ser um ato livre da parte do ofertante, deixando a sua consciência e ao seu senso de responsabilidade eclesial, não um ‘preço a pagar’ ou uma taxa a exigir”, como alguns padre ainda o fazem.

E tudo isso é muito lindo, uma vez que tendo informação, conscientização ficamos tomados por um desejo de não só pagar ou devolver (termos completamente equivocados) algo surreal, mas também participar ativamente da Evangelização.

Irlene Pugliese

Irlene é casada, tem um filho. Formada em Recurso Humanos. Ela acompanha o Padre Claudionor há 04 anos como secretária, atualmente na Paróquia São Pedro Fourier desempenha também a função administrativa. A convite do padre, ela foi coordenadora da pastoral na Pároquia Santa Rosa de Lima durante 04 anos. Ela não era a favor da prática do Dízimo, mas se viu em uma situação que tinha conhecer uma vez, por ter vergonha para recursar o convite.

Assim que foi a fundo, se apaixonou pelo Dízimo. Após muitas pesquisas, leituras e conversas, ela teve a inspiração de desenvolver uma formação para agentes da pastoral através de um material didático produzido por ela. Depois teve a oportunidade fazer uma formação na Diocese de Campo Limpo.

A sua ideia era fazer com que a pastoral trabalhasse na evangelização quebrando a ideia de uma pastoral que entrega e recebimento de envelope. Informatizando e aplicando ferramentas da qualidade e gestão.

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